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Sobre a imersão e toda gratidão

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  Não tive oportunidade de falar sobre minha carta mas senti que precisava compartilhar com vocês, talvez essa "falta de oportunidade" reflita exatamente parte da minha sombra da dificuldade de me conectar... Minha carta foi ÀS DE COPAS, que basicamente fala sobre eu me jogar e aceitar as conexões,  viver amores verdadeiros e confiar.  Realmente eu tenho essa dificuldade,  talvez pela minha profissão ou talvez minha profissão já reflita indiretamente quem eu sou; sempre desconfiada, nunca aberta, com os pés atrás buscando as falhas...talvez tudo isso por eu mesma me sentir sempre a errada, insuficiente,  a inadequada e proibida de ser carente. Não confio no outro pois indiretamente eu não confiaria em mim? Ou confio tanto em mim que não sobra espaço pra confiança no outro?  Não sei...meu processo terapêutico ainda não alcançou essa sombra que uma vivência com cartas alcançou tão fácil.  Mas preciso dividir com vocês que vocês são peças importantes de u...

Diário de Bordo: Alter do Chão

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  📓 Diário de Bordo — Alter do Chão Santarém, Pará | Agosto de 2026 Alter do Chão foi uma viagem de rios que parecem mar, praias de água doce, floresta, comida amazônica, pôr do sol — muitos pores do sol — e também alguns bons perrengues pelo caminho. Uma viagem em que a própria paisagem muda conforme o nível das águas e em que boa parte da experiência depende do ritmo da natureza. Quanto custou a viagem? Agência: Girls Go  Passagens aéreas R$ 1.681 Pacote (guia + hospedagem + passeios para 3 dias) R$ 4350 Passeio extra (Rio Arapiuns) R$ 200 Alimentação R$ 1145,40 Total da viagem R$ 7.376,00 Foram seis dias de viagem. ✈️ Dia 1 — A longa viagem até Alter do Chão A viagem começou no sábado, saindo de casa por volta das 11h. Chegar a Alter do Chão exige uma pequena via-sacra de deslocamentos. Saí de São José dos Campos com destino ao Aeroporto de Guarulhos e aqui já fica uma dica que facilita muito a minha vida sempre que viajo: vale a pena pesquisar se existe, na sua cidade, a...

Diário de bordo: nossas férias nos Lençóis Maranhenses com muitos perrengues, calor e paisagens surreais

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 Essa foi a segunda viagem de férias do ano com as crianças. Eu tenho uma tradição comigo mesma de tirar quatro férias por normalmente duas com as crianças e duas sem eles, criando memórias, vivendo experiências novas e tentando, dentro do possível, fazer algo diferente. Dessa vez escolhemos passar o Dia das Mães nos Lençóis Maranhenses. E eu posso resumir essa viagem em: muito calor, estrada horrível, pouca estrutura, paisagens absurdamente lindas e muitos perrengues. 😅 Mas também foi uma das viagens mais diferentes e gostosas que já fizemos. Quanto custou a viagem? Antes de começar o diário propriamente dito, vou deixar aqui os gastos totais porque sei que isso ajuda MUITO quem está planejando viajar. Passagens aéreas R$ 4.143 Hospedagens (Barreirinhas + São Luís) R$ 1.640 Ônibus e translados (São José → Guarulhos + Barreirinhas → São Luís) R$ 678 Uber R$ 220 Passeios R$ 1.300 Alimentação R$ 2.546 Total da viagem R$ 10.557 Foram seis dias de viagem. Dia ...

Diário de Bordo: Quadriciclo 09.04.2026

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 Seguindo com a minha proposta pessoal de, uma vez por mês, fazer alguma coisa diferente, alguma coisa nova — e sempre que possível incluir as crianças nessa construção dessa tradição —, esse final de semana fomos andar de quadriciclo. A saída foi lá em Jundiaí. O valor é de 200 reais por quadriciclo e tem duas opções: uma trilha mais fácil e uma trilha mais difícil. A trilha mais fácil inclui uma parada em um pesqueiro para que a gente almoce. Esse almoço não está incluso no pacote, então a gente paga à parte e depois volta. Foi muito gostoso. As crianças se divertiram bastante, a Nicole também foi junto com a gente, e antes de sair a gente aprende ali a mexer no quadriciclo — são uns cinco minutinhos de instrução com os instrutores — e depois a gente segue. Tem que ter CNH para poder dirigir, né? Mas o Dan ficou o tempo todo querendo dirigir. Ele foi no carona, porque em cada quadriciclo cabem duas pessoas. Ele foi comigo, e a Nicky foi dirigindo o outro quadriciclo com a Sofi...

Então é Natal...

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                       Sempre gostei de Natal e de tudo que traz a ideia de Natal... não sei exatamente porquê, talvez fosse por ser a época que eu mais sentia que minha família era feliz, uma família afetuosa e funcional. Quando somos crianças é fácil acreditar em Papai Noel, mesmo que sua mãe fale que só crianças "retardadas" acreditam no bom velhinho (os anos 90 não foram fáceis, o politicamente correto não era usado principalmente pela minha mãe) ainda assim qualquer crença que eu tivesse era quase pedindo desculpas. Mas eu acreditava que todo ano era uma forma de reescrever e que o Natal seria o início de um tempo de paz.                              Minhas avós foram peças importantes de toda essa magia, na verdade elas foram peças necessárias em toda minha existência...minhas avós eram referência de afeto e aconchego, de paz e tranquilidade em uma...

A primeira vez depois de divorciada

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Nunca vi nenhum relato sobre esse evento mas tenho certeza que toda mulher divorciada deve viver; O PRIMEIRO ENCONTRO PÓS DIVÓRCIO...creio que seja um evento canônico na vida das divorciadas, quase como uma nova primeira vez cheia de expectativa e dúvidas, principalmente para mulheres que tenham vivido longos relacionamentos. E esses dias do nada me peguei lembrando como foi o meu...que agora já faz mais de 9 anos, agora já sou uma dessas solteironas convictas, que já pegou o gosto pela coisa, reaprendeu a estar na pista  e já tem encontros com a mesma naturalidade que se toma banho. Mas há 9 anos, após sair de um relacionamento de 10 e eu ainda peguei uma fase transitória de mundo completamente analógico para a digitalização da putaria, o início do Tinder quando ainda estávamos aprendendo o que era isso e não tínhamos nem como comparar ao Ifood de gente pois nem Ifood existia...e é muita coisa diferente, pois quando se sai de um casamento toda aquela chatice da vida de casada já f...

Porque eu só transo com palhaços?

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                                                 Aprendemos na psicanálise que o trauma é gerado através de situações que nos afetam, normalmente ocorridas na primeira infância muitas vezes por não termos ferramentas emocionais suficientes para entender com maturidade a situação vivenciada ou seja, mesmo crianças que venham de famílias saudáveis e funcionais serão "traumatizadas" em algum momento em maior ou menor grau. Resumindo, uma criança de 7 anos que escuta os pais discutindo sentirá medo e por não ter maturidade emocional para assimilar o motivo da discussão pode internalizar que os pais estejam brigando "por culpa dela". Isso estamos falando de problemas corriqueiros de uma família saudável...claro que se tratando de famílias disfuncionais como a grande maioria das famílias dos anos 80 e 90, vez que surras corretivas eram consideradas um ótimo aparato pra ...